quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Clamor e Respeito.




















Há dias venho tentando escrever algo mas me sinto um tanto quanto “travada...”

Sei que temas para abordar existem aos montes mas sem saber explicar o motivo me sinto incapaz...

Hoje estou aqui, após a primeira batalha da guerra chamada Pré-Libertadores...

O corpo e a mente estão cansados devido ao esforço de ficar por quase 4hs em pé desde que cheguei ao estádio até o final da partida, pelo fato de eu ter cantado e gritado o tempo todo junto da torcida apoiando o time e clamando pela permanência do D’Alessandro, que julgo peça de incontestável importância para as conquistas que Nosso Inter almeja em 2012.

Desde o início do dia de ontem fico com um nó na garganta e uma vontade imensa de tentar fazer algo para mudar algo, fazer com que haja algo de positivo nestes últimos dias apreensivos em que nós colorados vivemos...

Mas me sinto de mãos amarradas.

Minha natureza sempre me levou a buscar a solução de qualquer problema seja lá a grandeza do mesmo, mas desta vez, sou impotente diante deste gigante chamado dinheiro e me sinto fracassada.

Eu sei que não se pode ganhar sempre, sei também que a persistência e a fé mudam tudo, mas me sinto cansada, e o ano acaba de começar...

As críticas são muitas, sou criticada por falar muito em futebol, por viver meu Inter, por querer que jogadores (que muitas vezes são tratados como máquinas de fazer gols) permaneçam no clube... São críticas a mim, aos amigos, ao Grupo, aos atletas, direção, ao fim do mundo!!

O que muita gente não percebe, é que nós Meninas da Mureta, vivemos de Paixão!

Somos coração puro e deixamos a razão para quem prefere dela viver...

Cegas, não somos! Vemos tudo, sentimos tudo, ouvimos e ponderamos tudo...

Mas foi nossa escolha e gostaríamos que respeitassem.

Os temas Libertadores e D’Alessandro, aos nossos olhos, assim como aos olhos de muitos torcedores do Sport Club Internacional estão ligados diretamente.

Pensamos que sem a peça chave, jamais conseguiremos ir muito longe.

Aos que criticam o Clube por depender de um só jogador como “maestro” é claro que entendemos, mas se há somente esse maestro devidamente habilitado no momento, temos de zelar por ele!

Andrés Nícolás D’Alessandro é um ser humano... Um pai, um marido, um amigo, um profissional... Vive, respira, tem emoções e um coração enorme que eu Luciana, assim como muitas do Grupo conhecemos “bem de perto” e sem nenhuma segunda intenção.

Andrés é um homem de 30 anos de idade que sonha como menino, muitas vezes age imaturamente, mas por puro amor...

Ou você vai me dizer que nunca, em nenhuma das vezes em que D’Alessandro brigou com um adversário ou discutiu com um juiz, não fez o que você gostaria de fazer ou o que você gostaria que o capitão do time fizesse??

Em nossas andanças por aí junto ao Nosso Inter fomos à pré-temporada em Gramado. Seguir o time às pré-temporadas já é um hábito nosso, queremos ver o que está se encaminhando...

Nesse ano não foi diferente, e como já disse inúmeras vezes, lá, vimos um time entrosado, fechado, perfeito e com cara de Campeão.

Foi algo que nos trouxe ainda mais segurança em relação ao que buscamos para o ano de 2012.
Eis que o time chega de volta da pré-temporada e começa a “bombar” a notícia de que os chineses querem nosso maestro... Pronto, cria-se um buraco dentro do time!

Essa peça chave a que nos referimos há pouco, faz falta a olhos vistos no jogo contra o Novo Hamburgo... A equipe perde a referência.

Ontem, naquela noite em que voltávamos ao Gigante para pelear com um adversário colombiano e não tão fraco como alguns comentam, a mesma noite de tanto clamor e demonstração de amor a um ídolo, viu-se um jogo diferente.

Sim, o placar foi “magro” e no segundo tempo o jogo esfriou... Mas nós vimos no Gigante um time bem servido de passes em que era somente lapidar o gol, vimos um capitão esforçado, um atleta que mesmo que ainda confuso mostrou-se digno de continuar defendendo nosso Manto Alvirrubro...

O time não é somente um jogador, é fato! Mas ele faz muita falta quando não está presente...

E é por isso, que cada um que foi assistir ao jogo e pedir a permanência do D’Alessandro, deve ser respeitado, assim como os que não gostariam que ele ficasse... Vivemos numa democracia, mas RESPEITO é a palavra de ordem quando se quer viver numa...

Por isso, sejam adultos, crianças, jovens “apaixonadas” pelo “Marrento Argentino” podem sim expressar seus anseios e cada um ao seu jeito...

O meu maior desejo neste momento em relação ao Meu Inter é que D’Ale fique, apesar de não depender da minha ou da sua vontade...

Mas que seja feito o melhor para o clube, que vive de razão, coração e das conquistas que ainda estão por vir, principalmente se tivermos a presença de alguém tão amado e que tanto honra nossa camisa...

Lu Lima

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

E começa 2012...










Como muitos pensam, aos meus olhos, nosso ano de 2012 promete...

Iniciou a pré-temporada, e como sempre, fomos seguir Nosso Inter...

Passamos o primeiro final de semana da pré-temporada em Gramado, pertinho do time para podermos acompanhar o trabalho e apoiar Nosso Inter, demonstrar que estamos juntos...

E o que vimos foi algo bárbaro!

No caminho à Gramado já encontrávamos carros estrategicamente estacionados, com Colorados devidamente trajados com o manto alvirrubro e muitas bandeiras, aguardando para escoltar o ônibus que levaria os atletas ao hotel...

No pórtico da cidade havia mais ou menos 400 a 500 torcedores, todos já fazendo a festa no aguardo da passagem do ônibus.

Mas foi em frente ao hotel que vimos aquela multidão apaixonada aguardando a chegada e preparando uma espécie de “mini Ruas de Fogo.”

O povo ensaiava cantos, soltava foguetes, acendia sinalizadores...

Quando o ônibus chegou, o povo foi ao delírio...

Ali, encontramos pessoas que freqüentam os treinos e o estádio como nós, mas também pessoas que nunca tiveram a oportunidade de acompanhar, mas eram Colorados e queriam ver de perto cada ídolo e viver cada instante da estada do time naquela cidade...

O ônibus chegou e entrou direto no pátio do hotel onde deixaria os atletas, mas em frente, a festa continuou por mais alguns longos minutos, ou quem sabe horas...

Após a festa, fomos direto ao apartamento onde ficaríamos e a primeira providência foi orgulhosamente pendurar nossa bandeira na sacada, onde as pessoas mais tarde passariam e comentariam ou tirariam fotos, como de fato foi o que ocorreu.

Na manhã de sábado fomos informadas de que o Inter treinaria na academia e logo faria uma corrida no Clube de Golf. Então, resolvemos “não importunar” já que seria apenas o início de uma longa caminhada. Ficamos passeando pela cidade, comprando algumas coisas, conversando...

À Tarde sim, fomos ao estádio observar os trabalhos.

Ali vimos um time focado, os atletas sérios durante o trabalho e muito entrosados e alegres ao final.

O assédio maior deu-se ao D’Alessandro, ao Dagoberto e ao Fernandão, hoje Diretor Técnico do Clube.

Dagoberto olhava tudo como se fosse um principiante no mundo do futebol. Penso que mesmo em vários anos de carreira, ele nunca sentiu tanto carinho como por parte daqueles humildes torcedores alvirrubros. Isso me fez ainda mais orgulhosa de nossa torcida.

No treino da manhã de domingo o estádio não encheu como na tarde anterior, porém mesmo assim, a troca de carinho atleta-torcedor existiu. E o que me chamou atenção foram os passes precisos de Dagoberto, que fatalmente caíam na cabeça do Damião, que logo lançava em gol.

Na tarde de domingo, aos meus olhos, foi o ponto alto do final de semana...

O treino foi na quadra de areia do Centro Municipal de Esportes. Assistimos atletas magros, que notoriamente haviam cuidado da forma física nas férias, com objetivo.

Vimos um D’Alessandro que “puxava” o restante dos atletas no treino, como se fosse o capitão. O Argentino estava ansioso e deixava transparecer muita vontade de que tudo desse certo...

Índio, como já comentei várias vezes desde aquele final de semana estava “voando...”

Assistimos nosso Xerife Colorado em plena forma física, correndo muito, sem cansaço, sem má vontade, como quem dissesse: “Eu voltei para ocupar o meu lugar!”

Tinga também se destacava pela vontade nos exercícios...

Do restante, ninguém se mostrou desmotivado, bem ao contrário...

Eram atletas nada dispersos, com muita atenção ao que lhe era exigido...

Confesso que “cansei só de olhar” todo aquele esforço e saí daquele local com a certeza de que 2012 será sim um ano de muitas conquistas.

Meu coração colorado voltou para casa aliviado, feliz, em paz com meu time, que na serra, se prepara para me dar grandes alegrias em 2012, traduzidas pelas lágrimas de felicidade que eu ei de derramar ao som de “We Are The Champions...”

E que assim seja...


Lu Lima